5 de outubro de 2018

Formação oferecida pelo MinC desde 2009 aprimora capacidade de trabalho e renda na área cultural nos municípios, aponta UFRGS

A profissionalização dos agentes culturais de municípios de todos os estados brasileiros ofertada pelo Ministério da Cultura (MinC) desde 2009 tem impactado diretamente na otimização do uso dos recursos dos municípios e estados, na capacidade de trabalho e na renda, na área cultural das localidades. Foi o que apontou estudo do Centro de Estudos de Governo (Cegov) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), realizado entre 2015 e 2017 com os participantes do curso. A avaliação foi apresentada na manhã desta sexta (5), em Brasília, pela Secretaria da Diversidade Cultural (SDC) do MinC.

Segundo a pesquisa, a partir dos cursos oferecidos dentro do Programa Nacional de Formação de Gestores, os municípios passaram a realizar diagnósticos da área cultural de sua região, elaborar políticas culturais, e formular material didático com a intenção de multiplicar os conhecimentos adquiridos. A formação tem contribuído para a padronização do conceito do que é cultura, e dos processos de gestão, além da ampliação das redes de contato entre os gestores, o que fortalece o Sistema Nacional de Cultura.

“A avaliação mostra que estamos no caminho certo”, celebrou a secretária da Diversidade Cultura, Magali Moura. Segundo ela, o trabalho também ajudou a alinhar a linguagem e aperfeiçoar a articulação do MinC com estados e municípios. “Fortalecemos o Sistema Nacional de Cultura, no qual temos o mesmo objetivo, o mesmo caminhar. Tudo isso dentro da diversidade e respeitando a autonomia dessas localidades”, conclui.

O programa de formação auxiliou a mudar a própria concepção de cultura para diversos gestores, explicou a pesquisadora da UFRGS, Mariana Baldi: “No Brasil, há uma ideia de que cultura é festividade, que cultura é evento. Com os cursos, foi possível valorizar também outras dimensões, como o patrimônio”. Para Baldi, a partir do momento em que se reconhece outras dimensões da cultura, o agente cultural começa a “pensar” a política pública de forma mais ampla. “A partir daí, ele é muito mais capaz de atingir a vida do cidadão e de alterar essa cidadania local,” destacou.

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Fonte: www.cultura.gov.br

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