4 de agosto de 2010

Mapa Cultural 09/10

Da Queima do Alho à Frida Kahlo: cultura montealtense conquista estado de SP

 

A noite de sexta, 16, foi mais uma de consagração de artistas montealtenses. Referência cultural através dos feitos da AGCIP – Associação de Gestão Cultural no Interior Paulista, a Cidade Sonho relembrou que, mesmo antes da associação, artistas hoje ligados a ela já faziam bonito, sobretudo na maior mostra competitiva do estado: o Mapa Cultural Paulista.

 

A edição 2009/2010, agora coordenada por Edilson Caldeira, apresenta sinais de evolução quanto às deficiências apresentadas em outros biênios, frutos de críticas com o passar dos anos.

 

Após o sucesso, com a classificação do grupo de dança No Break para a Final Estadual, Monte Alto tinha três chances na categoria Artes Visuais: com Luiz Gustavo Guimarães, já “freguês” de conquistas no Mapa em Desenho de Humor; e, do Jornal Tempo, Tatiane Bergo e Luiz Felipe Nunes, em Fotografia.

 

A diferença quanto à Dança é que, nas Artes Visuais, dos conjuntos classificados para a grande final, ainda seriam escolhidos os melhores; os grupos de dança classificados na fase anterior (Regional), já haviam sido contemplados com o incentivo financeiro para mostrarem sua arte.

Abrindo a Final Estadual, realizada no Espaço Funarte, em SP,o Quarteto Paulista de cordas e flauta realizou bela homenagem ao sambista paulista Adoniram Barbosa — 2010 marca 100 anos do nascimento do cantor e compositor.

 

Na sequência, representando a curadoria de Artes Visuais — que engloba Artes Plásticas, Fotografia e Desenho de Humor — Miro Bampa falou da evolução do Mapa, mas ainda cobrou maior participação dos municípios, que devem estimular seus artistas a participarem, garantindo o alto nível da concorrência.

 

Com a palavra, Edílson Caldeira, que coordenou o Mapa, destacou que 224 cidades participaram, em uma evolução de quase 100% no ano passado e conclamou aos artistas que também ajudem, opinando sobre o evento e convidando outros artistas a participarem.

 

Falando sobre a escolha das obras, o crítico Antonio Santoro Jr., reconhecido internacionalmente, falou sobre a proposta de mapeamento cultura do interior paulista, destacando estar diante de “um salão de artes, o que significa que a qualidade dos finalistas é excelente”.

 

Acerto

 

O grande acerto da mostra, sem dúvida, além da melhoria nas premiações e incentivos, foi não criar colocações para cada uma das quinze obras escolhidas (5 de Fotografia, 5 de Artes Plásticas e 5 de Desenho de Humor): apenas foi dado destaque às melhores do estado; afinal, como julgar arte em termos de 1º, 2º lugar, sem haver um tema em comum a ser desenvolvido?

 

Por fim, a noite das Artes Visuais teve destaque de duas cidades: Salto e Monte Alto, com duas premiações cada uma. Os montealtenses Gustavo Guimarães, em Desenho de Humor e Luiz Felipe Nunes, em Fotografia, estiveram entre os melhores do estado; Tatiane Bergo teve suas duas fotos classificadas inseridas no catálogo a ser lançado em outubro pela entidade organizadora — Abaçaí Cultura e Arte.

 

Com isso, Monte Alto tem 3 premiados na grande final nesse ano (em Dança, Desenho de Humor e Fotografia); e o Tempo conta com finalistas nas últimas 5 edições do Mapa.

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